Espalhe!
Ontem, domingo dia 15 de março, algo muito importante aconteceu: Jaspion fez 30 anos.
 Sim, meus caros, estreava na tv japonesa, há exatos 30 anos, a série  Kyoju Tokusou Juspion (Investigador de Monstros Jaspion, ou O Fantástico Jaspion aqui no Brasil). Em Terra Brasilis a série estreou em 1988 na Rede Manchete, junto com Changeman, e a partir daí choveu japonês na programação televisiva brasileira. 
Eu demorei um pouco para aderir a febre. Na época, ainda era viciado em desenhos globais como Comandos em Ação e Thundercats e assistia as reprises do Spectreman no SBT. Nem sintonizava na emissora do Bloch. Vim a fazê-lo somente em meados de 1989. Na época, minha mãe acompanhava a novela Top Model (com a delicinha da Malu Mader) na Globo, mas desistiu em alguma parte dos capítulos.
Foi quando eu girei o seletor de canais (huahuahua) e, enfim, parei na saudosa Manchete. Estava rolando ali o primeiro embate de Jaspion e Macgaren nos momentos finais do episódio A Fúria do Pântano. Claro que no dia seguinte eu já estava acompanhando avidamente a série. Tinha sido fisgado de primeira. Amor a primeira vista. Trocava Malu por Anri. Descobri que a bagaça passava também pela manhã e  então eram duas doses diárias de Jaspion por dia (depois três, quando a Manchete pôs no ar a épica Sessão Super-Heróis, sem apresentadores malas). Comprei chicletes, gibis, figurinhas, brinquedos…desenhava o capacete do Jaspion até no mapa mundi.
Assisti todas as outras séries japonesas (o que era Tokusatsu ?) exibidas por Manchete, Bandeirantes e Globo (menos Shaider nessa última, que passava altas horas da madruga), mas Jaspion permaneceu como minha produção favorita de todos os tempos. Assistia até quando, entre 1994 e 1996, foi exibida pela emissora do Bispo Martelo, onde ainda conseguiu bons índices de audiência.
Se ela pesa o mesmo que um pato, ela é feita de madeira, logo…uma bruxa !
Revi recentemente em DVD e acho que Jaspion envelheceu bem (menos o Chroma Key, claro, que envelheceu mal até em produções hollywoodianas). Os personagens e atores são carismáticos, Os vilões principais, e até os que aparecem em poucos episódios (Kilza, Guila, Aigaman…), são muito bem construidos. Os efeitos são o básico da época e até o robô gigante do herói tem destaque nas tramas, que são, em sua maioria, bem bacanas e coesas, com os clichês costumeiros das produções da época e algumas novidades, como Jaspion não se apresentar pro inimigo e cair na porrada logo.
 Também acho que foi uma das séries com os melhores últimos episódios de todos os tempos (chamo particularmente os quatro capítulos finais de Quadrilogia do Poderoso Satã Goss). Apesar de não ter sido um fracasso, Jaspion não conseguiu a mesma popularidade de Gavan e seus incríveis amigos no Japão e por isso não vai rolar um filme comemorativo dos 30 anos do personagem. Realmente uma pena. Acho que se saísse um, era capaz até de passar nos cinemas brasileiros.
Enfim, já falamos muito de Jaspion nesse espaço e eu deixo abaixo os links com algumas dessas matérias:
 

 

Leia mais!  Morre James Gandolfini, o poderoso chefão

4 thoughts on “30 anos de Jaspion

  1. Pindamonhangaba! Tenho uma confissão a fazer.

    Fora “Jaspião” e os que vieram (bem) antes, como Spectreman e Ultraman (e UltraSeven, e Ultra família, vocês entenderam) nunca assisti muitos outros Tokusatsu depois, e Changeman entre eles. Mas apesar disso sempre soube, pelos papos que oivia dos outros, revistas Herói e etc., que Changeman era um caso a parte e bem melho do que muita coisa que era feita nessa época (e até depois).

    Por esse motivo, mesmo eu não entendendo todas as piadas e referências que vocês falaram duraqnte o episódio, gostei muito de conhecer um pouco mais sobre algo que nunca vi, e me deu vontade até de fazer uma maratona, sunpondo que eu ache onde baixar.

    Adorei o cast. Parabéns! Aliás, podiam fazer um sobre Ultraman ou Spectreman (que desses eu saberia bem mais do assunto). 8)

  2. Fala Pensador !

    Dessas séries da época da Manchete, valem muito a pena o Changeman, Flashman, Jiraiya, Black Kamen Rider e Lion Man ( que tem umas histórias bem foda, linha seriado de samurai. Só é difícil abstrair o fator leão de pelúcia, huahuahua). Tem também o Metalder (que passou na Band) e começa matador.

    Que bom que gostou do programa mesmo com um tema que conhece pouco. Fizemos o possível mesmo para não ficar um programa fechado para quem não conhece.

    O Spectreman pode ser pauta futura. Revi a série tempos atrás. Peguei lá na Locadora do Sparrow, claro, onde certamente deve ter o Ultraman que eu nunca assisti inteiro, pois a Manchete chegou a reprisar apenas os primeiros episódios nos anos 90. De repente, quando tiver um tempo, eu pego os 39 episódios e pode rolar também mais pra frente.

    Abraço.

  3. Todo dia às 17h não se via uma criança na rua! Era muito bom assistir o seriado tomando café!
    O mais bacana dos Changema é que depois a molecada sempre se reunia na rua para brincar repetindo o que tinha acontecido no episódio! às vezes a porrada rolava de verdade quando um soldado Hidler resolvia sair do roteiro e espancava o Change Dragon!

    Comandante Giluke era brasileiro, mas só dava as caras no carnaval disfarçado de Clóvis Bornay!

  4. Hahaha. Inadmissível sair do papel de Soldado Hidler e espancar um Changeman. Tem que ficar pulando em volta dos heróis enquanto eles arrebentam seu companheiro.

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