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Shine shine shine Sharivan shine (shine!)
 
Uchuu Keiji Shariban (Sharivan, o Guardião do Espaço, no Brasil) está completando 30 anos hoje. Sharivan foi a segunda série da trilogia dos Policiais do Espaço, substituindo Gavan, e teve sua primeira exibição, na terra do sol nascente, em 4 de março de 1983. Aqui estreou na Band em 1990, mas ganhou mais visibilidade quando foi exibida na Record, a partir de 1993.
 
 
Sharivan apareceu primeiramente nos últimos capítulos de Gavan. Den Iga é salvo da morte pelo primeiro policial do espaço e é treinado pra substituí-lo na proteção da Terra, já que Gavan, após derrotar a organização Maku, ganha uma promoção.
Voltando a terra como Sharivan, Iga passa a combater a organização Mad (não, não é chefiada por Alfred E. Neuman ), acompanhado de sua fiel parceria, Lili.
 
 
Sharivan teve 51 episódios e foi o primeiro papel de destaque de Hiroshi Watari que, mais tarde, seria o Boormeman em Jaspion (1985) e também o herói-título de Spielvan (1986). Watari foi formado pela JAC – escola de dublês de Sonny Chiba (o pai de Gavan) – e chegava a dispensar dublês em algumas cenas de ação.
 
 
Em terra brasilis, a exibição da trilogia dos policiais do espaço foi uma bagunça e Sharivan chegou antes de Gavan, deixando na gente aquela sensação de que perdeu alguma coisa. Como as séries de Gavan e Shaider foram exibidas mal e porcamente por onde passaram, Sharivan foi o que mais ficou conhecido aqui, graças a emissora do Bispo Martelo que chegou a fazer uma dobradinha do policial do espaço com Jaspion durante certa época. Sharivan também foi beneficiado pela ótima dublagem da Álamo, de longe a melhor que os tiras espaciais tiveram. A de Gavan, pela VTI, é desastrosa, e a de Shaider, pela Herbert Richers, é boazinha mas peca em alguns momentos.
 
 
Sharivan foi um upgrade do que foi a série do Gavan. Se a anterior se perde em alguns momentos, misturando elementos das séries setentistas com novidades dos anos 80, a série do vermelhinho era bem melhor definida. Com cenas de ação espetaculares, muitos episódios tinham um clima mais sombrio, que as vezes chegavam a ir até bem mais longe que os de Black Kamen Rider, por exemplo. Houve uma enorme quantidade de episódios dramáticos e um número de mortes de amigos do herói principal superior a qualquer outra série. A trilha sonora é também uma das melhores de todos os tempos, sem falar na galeria de vilões que é muito mais forte e interessante que a de Gavan.
 
 
 O episódio final, em que ele une as forças com Gavan pra destruir Mad, é excelente. Uma pena que o mesmo não aconteceu em Shaider e os três policiais do espaço se encontram apenas em um capitulo especial onde apenas relembram momentos de suas séries e fazem uma tripla transformação.
 
 
Toda a badassidade de Sharivan é posta de lado na série seguinte, pois Shaider é bem mais levinho, infantil demais as vezes. Jaspion, apesar de não ser um policial do espaço, tem muito mais em comum com a sagacidade do policial de armadura vermelha.
 
 
Eu tenho inclusive uma tese de que se Sharivan tivesse estreado aqui, pela Manchete, antes de Jaspion, teria feito o mesmo sucesso que o lobo do espaço fez. O nível de ação é ótimo, os personagens são os mais carismáticos da trilogia e a BGM é grudenta demais.
 
 
Aproveitando os 30 anos de Gavan, a Toei trouxe de volta, no novo filme deste, os três policiais do espaço interpretados por novos atores. Riki Miura (de Gekiranger) é o novo Sharivan. A trindade agora vai marcar presença em Super Hero Taisen Z, vale-tudo com as franquias da Toei.
 
 
Vale a pena rever Sharivan, mesmo 30 anos depois, e conferir como o tokusatsu já foi bem mais malvadão nos antigamentes.
 
Sharivan será tema do nosso CPRcast  mensal, onde aproveitaremos pra analisar as três séries dos policiais do espaço e sua exibição no Brasil
 

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