Cinema no Aconchego do Lar – Nirvana

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Nirvana

(Nirvana)
Direção: Gabriele Salvatores
Elenco: Christopher Lambert, Diego Abatantuono, Stefania Rocca, Emmanuelle Seigner, Sergio Rubini

Itália, 1997

Não, não é um filme sobre a banda de Seattle.
“No Budismo, o significado de nirvana é o estado de libertação atingido pelo ser humano ao percorrer sua busca espiritual. O termo tem origem no sânscrito, podendo ser traduzido por “cessação do sofrimento”.
 
 Dirigido por Gabriele Salvatores, de Mediterrâneo, Nirvana não é indicado para quem acha que ficção-cientifica tem que ser também o chamado filme massavéio com cenas de ação exageradas. É um longa italiano, apesar do baixo orçamento, de alto nível com um roteiro inteligente e filosófico. Nesse campo ele, por exemplo, não deve nada ao primo rico Matrix (feito dois anos depois ), muito pelo contrário.
Com bastante referências de Neuromancer, clássico da literatura Cyberpunk, de William Gibson (que também inspirou Matrix ), Nirvanaconta a história de Jimi (Christopher Lambert). Programador de videogames, ele está fazendo os últimos acertos em um novo jogo, chamado Nirvana, quando um vírus entra no computador e afeta o herói do jogo, Solo, que fica furioso ao saber que será forçado a viver sempre a mesma história.
Sensibilizado, Jimi resolve entrar no computador central da empresa que detém os direitos do jogo e cancela-lo ao mesmo tempo em que busca descobrir o paradeiro da esposa que o abandonou. Para Solo, preso em um mundo em que não criou, O nirvana é o game over eterno, o cancelamento do jogo, enquanto que o de Jimi (também preso em um mundo que não criou?), seria encontrar a esposa que o deixou e a libertação de Solo.
Nirvana estreou nos cinemas brasileiros numa época que Christopher Lambert já estava em baixa e seu nome não chamava ninguém para o cinema. Me lembro que uma critica de Nelson Hoineff publicada em um jornal da época me surpreendeu pela cotação alta dada ao filme. COMO?! UM FILME BOM COM CHRISTOPHER LAMBERT ? Bwa-ha-ha, mesmo assim, só fui ver o filme quando passou anos depois na TV Record. E gostei muito. Hoje tenho o DVD baixa renda lançado nas bancas pela NBO, que também pode ser encontrado no bacião de ofertas das Lojas Americanas.
Nirvana tornou-se uma de minhas ficções-cientificas favoritas. É um filme que se importa mais em questionar a vida, a existência diante do universo do que em entregar cenas de ação. Muita gente vai reclamar da lentidão, como fazem com outros geniais longas do gênero como Blade Runner e 2001…enfim, é pra quem realmente curte o gênero e não pra quem só assiste Matrix, Equilibrium e quetais, procurando somente cenas de ação mirabolantes.
Christopher Lambert não compromete, mas Diego Abatantuono rouba a cena como o herói Solo, com um padrão estético bem diferente dos heróis de videogames. Emmanuelle Seigner aparece belíssima e melancólica no papel da esposa de Jimi.
Mas o maior destaque no elenco pra mim é a linda Stefania Rocca, com seus cabelos azuis, na pele da programadora Naima (aqui  tem mais Stefania).
Vale destacar também a inspirada direção de arte e a ótima trilha sonora. A música dos créditos finais é sensa:
Fica a dica para quem procura um filme filosófico, ou simplesmente, viajado.
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Marc Tinoco

Um cara igual aquela série. Cheio de referências.

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