Guestpost: Conheça curiosidades sobre as HQs

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Descubra porque Hitler e o FBI odiavam quadrinhos – dentre outras curiosidades imperdíveis

*Guestpost oferecido pelo site Chaves Na Mão

As histórias em quadrinhos não apenas inspiraram gerações de cineastas e forneceram a base para o entretenimento mais popular da atualidade, como ainda estão vivas –  muito bem, obrigada – em 2018. Depois que os personagens da Marvel e da DC foram parar nas telas de cinema, garantindo bilheterias bilionárias e grande popularidade, houve também um aumento nas vendas de gibis.

Aqui no Brasil houve um boom de publicações e feiras. O setor ganha ainda mais força com grandes eventos, como a FIQ (Festival Internacional de Quadrinhos) e CCXP (Comic Con Experience). Mas, até mesmo lojas de quadrinhos que funcionam em imóveis independentes vão bem com seus seus clientes fiéis. Só para vocês terem uma ideia, tem aumentado ultimamente a procura por pontos comerciais que funcionam em apartamentos à venda, e essa procura tem surgido exatamente de empresários que querem abrir ou aumentar suas lojas.

A seguir, conheça 5 curiosidades históricas sobre revistas em quadrinhos e como elas influenciaram (e ainda influenciam!) a vida de gerações:

1. O FBI não gostava de histórias em quadrinhos

Em 1951, o FBI investigou a indústria das HQs. Eles não se importavam apenas com os quadrinhos populares de terror da época, mas também com os que tinham como cenário cenas de crimes.

O departamento acreditava que a violência chocante retratada nos quadrinhos resultou no aumento da delinquência juvenil relacionada a casos de roubo, furto e invasão de imóveis.

John Edgar Hoover, diretor do FBI, pessoalmente, não gostava de quadrinhos sobre crimes porque não apreciava a representação mais empolgante e romantizada de agentes policiais e, em particular, da Bureau.

2. O mais antigo super-herói da Marvel  

Vários dos personagens mais antigos e icônicos da Marvel apareceram pela primeira vez nos quadrinhos lançados por volta de 1939, pela Timely Publications. Mas qual personagem reivindica a distinção de ser o PRIMEIRO?

O Capitão América apareceu pela primeira vez no início de 1941, mas o super-soldado atirador de escudo foi precedido por mais de um ano de um punhado de outros heróis coloridos.

A edição número 1 da Marvel Comics chegou às ruas no final do verão de 1939. A revista apresentou os leitores ao Tocha Humana e ao Namor, o Príncipe Submarino. Também foi apresentado na primeira edição da história a origem de Ka-Zar, o Senhor da Terra Selvagem.

Ka-Zar apareceu em 27 edições da Marvel Comics e continuou a aparecer esporadicamente nas próximas décadas em outras revistas da Marvel, incluindo X-Men e O Incrível Homem-Aranha.

O personagem começou como uma das inúmeras imitações do Tarzan. Só que muita gente não sabe que Ka-Zar foi criado três anos antes de sair a edição número 1 da Marvel Comics.

Ka-Zar estreou em outubro de 1936, no conto King of Fang e Claw (que, traduzindo literalmente para o português, significa O Rei da Presa e da Garra), o primeiro de três edições da  “pulp fiction”. Essa primeira história foi então adaptada para a HQ publicada três anos depois.

3. Histórias de amor já foram muito populares em HQs

Hoje, Jack Kirby é reconhecido por sua gigantesca contribuição ao universo dos super-heróis. No entanto, o gênero mais lucrativo da carreira de Kirby, do final dos anos 40 até meados dos anos 50, foram as histórias românticas. 

Junto com Joe Simon, o outro “pai” do Capitão-América, Kirby trabalhava em revistas voltadas para as histórias de amor, como “My Date”, inspiradas em confissões amorosas de mulheres da época. As HQs eram uma verdadeira sensação. No final dos anos 40, o romance cresceu para um quarto do mercado de histórias em quadrinhos.  Esse gênero permitiu que Simon e Kirby se estabelecerem, e lucrar, podendo, por exemplo,  comprar casas nos subúrbios.

4. Uma das pessoas que mais impactou a história dos super-heróis nunca trabalhou um dia sequer com HQs

Ela nunca escreveu uma página, nem diálogos para um único balão de fala, mas, sem a ajuda dela, as histórias em quadrinhos seriam muito diferentes do que são hoje em dia. Esta pessoa misteriosa é a modelo e atriz Joan Clayton Boocock.

Stan Lee e Joan Clayton Boocock

Joan, que faleceu em julho do ano passado,  já fez atuou como dubladora em duas séries animadas da Marvel, O Quarteto Fantástico (1994) e Homem-Aranha (1996-1998). Ela também fez uma participação especial no filme X-Men: Apocalipse.

Mas essas aparições não são nada demais ao lado de sua maior contribuição para a Marvel Comics. Joan que se casou com Stan Lee em 1947, em um período em que o marido estava deprimido e pensando em abandonar os quadrinhos, no final da década de 1950 – meses antes do início da Marvel Comics, quando a editora era conhecida como Atlas Comics –, foi ela quem sugeriu que ele simplesmente criasse o tipo de super-herói que desejasse ver publicado, deixando de lado qualquer estereótipo ou convenção. Stan aceitou seu conselho e criou o Quarteto Fantástico.

A empreitada, como sabemos, vigou, levando Stan a continuar no ramo das HQs e mudar a cara da indústria. Há boatos ainda que Joan teria servido de inspiração, tanto fisicamente quanto na personalidade, para Mary Jane Watson, a icônica namora do Homem-Aranha.

Em entrevista ao THE, em 2016, Stan narrou como conheceu Joan. O leitores do aracnídeo, na certa, pegarão a referência:

Quando jovem, havia uma garota que eu desenhava; um corpo, rosto e cabelo. Era minha ideia de como uma garota deveria ser. A mulher perfeita. E quando eu sai do exército, alguém, um primo meu, conhecia uma modelo, uma modelo de chapéus em um lugar chamado Laden Hats. Ele disse ‘Stan, tem uma garota muito bonita chamada Betty. Eu acho que você pode gostar dela. E ela pode gostar de você. Por que você não a convida pra almoçar?’ Então eu fui a esse lugar. Betty não atendeu a porta. Mas Joan atendeu, e ela era a principal modelo. Eu olhei para ela e ela era a garota que eu vinha desenhando minha vida toda. E então eu ouvi o seu sotaque inglês. E eu sou louco por sotaque inglês. Ela disse ‘Posso ajudá-lo?’ E eu olhei pra ela e acho que disse algo doido: ‘Eu amo você.’ Eu não lembro exatamente. Mas, eu a levei pra almoçar. Eu nunca conheci Betty, a outra garota. Eu acho que pedi a Joan em casamento naquele almoço.

“Admita, tigre, você tirou a sorte grande”

5. Hitler odiava os super-heróis das HQs

Durante a Segunda Guerra Mundial, os soldados aliados adoravam ler revistas em quadrinhos. As histórias coloridas ajudavam a elevar a moral do exército e não demorou muito para nomes e símbolos de vários personagens entrarem em códigos secretos ou serem pintados nas laterais de tanques e aviões.

Hitler, por outro lado, odiava HQs. Ele acreditava que os personagens eram judeus (na verdade, talvez ele nem soubesse, mas boa parte dos roteiristas eram mesmo de origem judaica) e ficou furioso porque o Super-Homem não era um membro da raça “superior”. Vale destacar que HQs, bem como outras formas de arte, foram banidas da Alemanha nazista.

Será que o Führer ficou chateado com essas capas?

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