Cinema no Aconchego do Lar: Mad Max 2: A Caçada Continua

Espalhe!

(The Road Warrior)

Direção: George Miller

Elenco: MelGibson, Bruce Spence, Vernon Wells

Austrália, 1981

Mad Max 2 não é só o meu filme favorito da franquia. É um dos meus filmes favoritos de todos os tempos. Se algum dia eu fizer uma lista com 1001 filmes pra assistir antes de morrer, ele estará com certeza num dos primeiros lugares.
Novamente dirigido por George Miller e estrelado por Mel Gibson, Mad Max 2 fez história com seu visual apocalíptico, copiado inúmeras vezes nos anos seguintes, seu roteiro simples e algumas das melhores sequências de ação/perseguição do cinema, todas elaboradíssimas.
Mad Max 2 – A Caçada Continua (subtítulo dispensável recebido por aqui que não tem nada a ver como o filme) começa com uma breve recapitulação do filme anterior e nos apresenta o estado atual daquele mundo que conhecemos outrora. Agora ele está definitivamente ferrado, um imenso deserto onde ocorrem violentas disputas por gasolina.
Nesse cenário encontramos novamente Max Rockatansky a bordo de seu V8 interceptor, acompanhado somente de um cão fiel, correndo pelas estradas desertas e disputando gasosa com sociopatas motorizados.
Max então se envolve com um grupo que controla uma refinaria de gasolina cercada por uma gangue de rachadores, liderados por Lord Humungus (Kjell Nilsson). Inicialmente Max só está interessado na gasolina que conseguir carregar dali e se recusa a ajudar no plano dos mocinhos, que querem deixar o lugar para chegar num paraíso idílico, mas uma série de acontecimentos e seu código de honra pessoal o colocarão no volante de um caminhão em fuga, cheio do precioso combustível,  com a ralé, claro, na cola. Temos então a grandiosa e brutal última perseguição, com a trilha foderosa deBrian May (que não é o do Queen) que tocava direto nos comerciais de filmes da Tela Quente e Temperatura Máxima antigamente.
Com pouquíssimos diálogos pontuando a ação, Mad Max 2 tem uma gama enorme de personagens que parecem saídos de uma HQ. O vilão Humungus é um bombadão de fala mansa (que usou uma máscara de Jason bem antes do Jason Vorhees !). O punk Wez é o cão de guerra de Humungus, que lhe coloca até preso na corrente, e tem uma rixa com Max .Ele é interpretado por Vernon Wells, o Freddy Mercury gordo de Comando Para Matar (85).
Do lado dos mocinhos temos o Capitão Gyro (Bruce Spence), o garoto-fera, a bela mulher-guerreira (Virginia Hey) e o honrado lider Pappagallo.
Enfim, Mad Max 2 é uma obra prima. Um filme foda pra carvalho, que eu faço questão de rever pelo menos uma vez todo ano.
Ouve aí a trilha fodástica de Brian May:
Já falo da terceira parte, que tem a Tina Turner e Max na Terra do Nunca.

Espalhe!

Marc Tinoco

Um cara igual aquela série. Cheio de referências.

Um comentário em “Cinema no Aconchego do Lar: Mad Max 2: A Caçada Continua

  • 21 de maio de 2015 em 04:18
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    – Uma boa estratégia para não estragar as revistas de mulher pelada era colocar uma transparência (aquelas folhas que se usavam nos retroprojetores) no meio das páginas…
    principalmente porque tínhamos às vezes de fazer uma vaquinha para comprar as revistas.Se tivesse o X-videos naquela época estaríamos todos mortos…

    – Supergirl parecendo novela das sete! Só faltou ter uma irmã invejosa que tentava roubar seu namorado… A Domingas da Malhação dá de 10!

    – Pior são as dublagens femininas! Gosto muito do tom de voz das atrizes americanas elas tem um jeito sexy de falar, sei lá. E sempre colocam uma voz de adolescente nas mulheres fica ridículo! Uma das poucas que gosto é da Sheila Dorfman, dubladora da Xena/Sandra Bullock/Usurpadora.

    – A Dri estava falando do orelhão?

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  • 23 de maio de 2015 em 01:48
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    Boa estratégia, huahuahua.

    Os caras acharam que aquele trailer falso do filme da Viuva Negra era verdadeiro e tentaram sair na frente com a série da Supergirl.

    No tempo que assistia filme na Tela Quente gostava muito da voz da Jodie Foster também

    Será ? SERÁ ?

    Resposta
  • 23 de maio de 2015 em 14:35
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    Vejam bem, marvetes do Radiocast,

    Embora eu nem tenha me dado ao lixo de assistir o trailer de Lúcifer (sei que será uma bomba, um personagem assim jamais ficará bem feito na TV aberta), acabei de assistir ao episódio vazado de Super Moça e gostei bastante. O seriado (ao menos o piloto) é recheado de mensagens de girl power e o achei muito bom. Ele marcou bem a história de uma menina que, alienígena ou não, é considerada inferior num mundo onde até as mulheres são machistas, e decide, na base da porrada e atitude, mostrar que é bem melhor que o cenário a volta. Assistam e me digam se ficou bom ou não.

    Mad Max estou realmente doido pra assistir. É um filme que mostra como uma franquia antiga, a qual tem lugar especial no coração de velhos como eu, pode ainda chutar bundas com categoria.

    Sobre as dublagens, aí é um ponto em que as coisas se dividem. Por causa de minha infância, há filmes que só consigo assistir dublado. Eles estão demais arraigados em minha memória afetiva; os conheci assim, pra mim serão sempre os “originais”. Por outro lado, as dublagens atuais são tão ruins (no quesito técnico, porque o som digital de dublagem meio que não casa com o som original do filme, e no de talento, porque bons dubladores agora são muito raros) que faz muito tempo que só assisto filmes com som original e legendas. Afinal, não tenho preguiça de ler, não sou disléxico e considero que a atuação dos atores está principalmente na voz. Por causa disso, mesmo que não entenda a língua na qual o filme for falado (AKA Japonês), prefiro com o som original (até porque, nenhum dublador conseguiria jamais gritar Kanedaaaaaaaa! como o original).

    Pitty e Roger foram muito vergonha alheia, mas fazer o que? Se me pagassem bem eu dublaria até a Smufette, mesmo não tendo nenhum talento pra isso. O que falta é vergonha na cara das empresas de tentar alavancar vendas de jogos e etc. usando pseudocelebridades como chamariz quando o jogo em si deveria fazer esse papel.

    No mais, ótimo episódio e a mudança de canal nas vozes me fez sentir um flashback daqueles chás de cogumelo que tomei nos anos 80.

    Abração. 8)

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  • 24 de maio de 2015 em 12:58
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    Fala Pensador !

    Do seriado do Lúcifer eu vou passar longe, mas você me convenceu a dar uma chance a Supergirl. Soube que vazou o episódio, mas vou esperar o lançamento oficial.

    Assisti o novo Mad Max e é foda. Muito bom ver o setentão George Miller chutando a bunda desses diretorezinhos de hoje que só entregam filmes cheio de didatismo e carregados de cenas de ação confusas e tediosas.

    Se me pagassem bem eu dublaria o Chris Tucker em O Quinto Elemento, huahuahua.

    Cara, quando fui conferir como ficou o programa não escutava a Dri porque só um dos meus fones funcionava. Foi quase o efeito daquele programa em que ela foi substituída pela personagem de Kung Pow, rs.

    Abraços.

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