Cinema no Aconchego do Lar – Mad Max – Além da Cúpula do Trovão

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(Mad Max: Beyond Thunderdrome)

Direção: George Ogilvie, George Miller
Elenco: Mel Gibson, Tina Turner

Austrália , EUA, 85

Ontem finalmente assisti o tão elogiado Mad Max: Estrada da Fúria, mas primeiro vamos falar do terceiro filme, Mad Max – Além Da Cúpula Do Trovão. Esse foi o primeiro da série que eu assisti. Também acho que foi o mais exibido na televisão já que passava constantemente na Sessão da Tarde.
A torcida do Flamengo inteira gosta de falar que esse filme é ruim, que tinha fechado, até então, a trilogia com chave de bosta e por aí vai. Eu discordo veementemente. Certamente pra quem esperava algo parecido com Mad Max 2 ele é uma decepção. Eu acho Mad Max – Além Da Cúpula Do Trovão o mais fraco da trilogia sim, em comparação com os anteriores, mas ainda assim um filmaço com personagens e vários momentos memoráveis.
Depois de ter seus camelos e objetos roubados, Max chega em uma cidade chamada Bartertown, governada por Aunty Entity (interpretada até bem por Tina Turner). A fonte de energia da cidade é a bosta de porcos tratados nos subterrâneos do lugar. Entity tem um problema que é a dupla Master e Blaster, um anão e um grandalhão que controlam o setor de energia de Bartertown e não são nada obedientes.
Assim ela contrata Max pra eliminar Blaster e acontece a luta na tal Cúpula do Trovão. Novamente o código de honra de Max vai pô-lo em encrenca e ele vai parar numa espécie de Terra do Nunca onde um bando de crianças espera por um messias.
Mad Max – Além da Cúpula do Trovão tem novamente uma gama de personagens bem bolados, mas o que chama mais atenção é mesmo Blaster, que carrega o inseparável Master nos ombros. De todos esse terceiro longa é o que tem mais trama, mas também menos ação. Mesmo sendo poucas, porém, as sequencias de ação são bacanas e criativas.
O combate na Cúpula do Trovão, onde os adversários lutam sustentados por cordas, é muito legal e a perseguição final, dessa vez com Max e as crianças a bordo de uma locomotiva, não é tensa como a de Mad Max 2 mas é bem filmada e ainda empolgante.
As crianças, aliás, não me incomodam. A gurizada não chega a ser chata como tantos outros pirralhos do cinema e não está solta no filme. Elas representam a esperança no futuro da humanidade com a sua inocência. Mad Max – Além da Cúpula do Trovão também é o menos violento de todos e tem até alguns alívios cômicos, mas que não estragam o filme como acontece, por exemplo, com Homem de Ferro 3.
Claro, gosto muito também de We Don’t Need Another Hero, canção de Tina Turner que toca durante os créditos finais.
Enfim, Mad Max – Além da Cúpula do Trovão é boa diversão.
Confira os textos sobre

Mad Max

e Mad Max 2: A Caçada Continua


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Marc Tinoco

Um cara igual aquela série. Cheio de referências.