Cinema no Aconchego do Lar – RoboCop 3

Espalhe!

RoboCop 3

( RoboCop 3)

Direção: Fred Dekker

Elenco: Robert John Burke, Nancy Allen, Remy Ryan, Jill Hennessy, Rip Torn, Mako, John Castle.

EUA, 1993

A Orion Pictures se encontrava à beira da falência, e pra conseguir uma graninha, resolveu produzir a terceira aventura do tira robô. Os responsáveis por RoboCop 3 até tinham boas intenções, mas…
Cyber Arma conectar !
É visível a tentativa de aproximar a bagaça um pouco mais do filme original com muitas referências, trilha sonora original e tal, mas fatores como o orçamento irrisório, fuga de Peter Weller, atores ruins, criancinhas espertas, “robôs ninjas” e a mochila voadora do Jiban não ajudaram.
RoboCop vai te defender do mau
Sem dinheiro também ficou dificil contratar um bom diretor, alguém de nome. Se os anteriores tiveram, resperctivamente, os diretores de Conquista Sangrenta e Império Contra-Ataca, RoboCop 3 ficou a cargo de Fred Dekker, um zé das couves conhecido por dirigir…Deu a Louca nos Monstros, bwa-ha-ha. Pra piorar, Dekker também foi co-roteirista da produção.
Fred Dekker ? !
Peter Weller viu que era fria e decidiu não voltar,  sendo substituído por Robert Burke. A falta de grana era tão braba que Burke, mais alto que Weller, teve de usar a mesma armadura de Robocop 2. Isso , óbvio ululante, prejudicou sua atuação e nos deu um RoboCop literalmente durão. Nancy Allen voltou só pra pegar o dinheiro do aluguel, pois sua Lewis bate as botas antes da metade do filme.
” Lewis, sua burrona, fica atráixxx de mim ou você vai se f… “
Em RoboCop 3 uma tropa de elite, batizada de Rehabs (nada a ver com Amy Winehouse)  retira as pessoas de suas casas para que a OCP possa construir a Delta City dos sonhos. A própria OCP, tal como a Orion, não está nos seus melhores dias e está sendo comprada pela multinacional japonesa Kanemitsu. Ok, temos ai novamente as vilanias das grandes corporações do filme anterior… o tal conteúdo social, mas…algo não funcionou.
Os miguxos do RoboCop
RoboCop 3 não tem o  humor cínico e as ironias dos anteriores, apenas alívios cômicos, uma paródia as vezes, com censura baixa pra ser visto por criancinhas. Se o RoboCop original inspirou Jiban, o policial de aço inspirou RoboCop 3: temos a garotinha craque na computação ( ela controla o ED-209 com um… Pense Bem, bwa-ha-ha ) e a já citada mochila voadora. Na boa, o Daidalloz do RoboCop podia ter sido uma adição até bacana pro filme se tivessem investido mais nos efeitos práticos, como acontece em Jiban. Só que quando Robo levanta voo, apelam pra um CG malfeito (mesmo pra época) e…não deu.
Ayume e Jiban…ops…Niko e RoboCop
Além de Lewis, retornam a bagaça o Sargento Reed e o puxa-saco oficial da OCP, Johnson. Os novos personagens, com exceção da bela Jill Hennessy e de Rip Torn, são vividos por atores que vão do regular ao péssimo. O vilão McDagget é interpretado de forma caricata e preguiçosa por John Castle, um clone do Steve Martin.
Steve Martin reverso
Enfim, RoboCop 3 é repleto de defeitos e quase nada pode ser dito em sua defesa, mas… eu gosto desse filme. O QUÊ ? Freud explica: acontece que eu não tinha idade pra assistir os dois filmes anteriores quando foram lançados no cinema e RoboCop 3 foi o único longa da trilogia original que pude conferir na tela grande. Triste, não ?
Ninjas já são legais. Ninjas-robôs são fodas !
O que mais… gosto de ouvir a trilha original tocando novamente, também gosto de algumas cenas de ação, especialmente as que não envolvem o- huahuahua- “robô ninja” e o mais importante… a dra Marie Lazarus é muito gostosa.
Infelizmente, ela não aparece assim no filme 🙁
Enfim, me julguem.
 Após RoboCop 3, e por causa dele, Murphy comeu a papinha de neném que o cramulhão bateu em série de TV, desenho e quatro vergonhosos longas canadenses, até que veio o longa do Padilha, sobre o qual escrevo amanhã.

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