Oscar 2017- Review- La La Land – Cantando Estações

Compartilhe:

Direção: Damien Chazelle.

Elenco: Ryan Gosling, Emma Stone, J.K. Simmons, John Legend, Tom Everett Scott.

EUA, 2016

O pianista de jazz Sebastian conhece a atriz iniciante Mia e os dois se apaixonam. Ele se queixa do sumiço do jazz de raiz, ela tenta passar nas audições. Enquanto isso fazem de tudo (ou não) para o seu relacionamento dar certo.

Esse é a trama de La La Land, que vem sendo incensado como o grande musical dos novos tempos. Diante de tanto hype, me peguei pensando que tinha começado a assistir ao filme errado quando veio a abertura com o manjado primeiro número musical passado em meio ao trânsito engarrafado. Só me veio a mente o clipe de Red Blooded Woman da Kylie Minogue, que é muito superior porque tem a Kylie Minogue.

Well, achei La La Land um bom filme, mas achei também que passa longe de ser um grande musical. Vi alguns recentes bem melhores como Moulin Rouge, Across the Universe e mesmo Chicago (que também acho que não mereceu todos aqueles Oscars). Em La La Land não achei nenhum dos números apresentados realmente memorável. Não a toa, pois todos já foram vistos em algum outro lugar. Essa é realmente a intenção do diretor Damien Chazelle. Homenagear os grandes clássicos do gênero. E sobram referências, mas falta originalidade, identidade. Nada de novo é apresentado, nada é extremamente marcante aqui.

Chazelle também realiza um filme arrastado, sem o mínimo do vigor existente em Whiplash, seu excelente longa anterior. A trama é fraca, mas isso não chega a ser um grande problema em musicais. Faltou, no entanto, criar alguns coadjuvantes interessantes para dar um gás no longa. Também faltou uma desculpa melhorzinha para separar o casal no fim (achei até surpreendente, mas não colou).

Para um musical, La La Land nem tem muita cantoria. Sinceramente agradeci por isso quando o Ryan Gosling entoou “City os Stars” pela primeira vez. É um ator ok, mas como cantor…ainda defendo que deveria ter sido indicado por Dois Caras Legais. Emma Stone é versátil no drama e no humor. Sua presença contagia e ela é sempre a responsável pelos pontos altos do longa com seu inegável carisma. Mas tudo isso já vi nesse clipe que é mais memorável do que qualquer momento de La La Land e não dura duas horas:

Tecnicamente o filme é impecável. figurinos, fotografia e blá-blá-blá, tudo é bem bonito, tudo bem na medida para conquistar um público ávido por uma pureza que anda meio sumida das telonas (afinal mesmo os musicais mais recentes que citei acima tem algum cinismo). La La Land é um filme agradável de se assistir. Mas é só. Esquecível. Perfeito para uma Sessão da Tarde

Das exageradas 14 indicações ao Oscar, não duvido que leve uns 11 ou 12. Sabemos que Hollywood adora olhar para o próprio umbigo.

 

The following two tabs change content below.

Marc Tinoco

Um cara igual aquela série. Cheio de referências.

Latest posts by Marc Tinoco (see all)

Compartilhe: