Oscar 2017 – Review – A Chegada

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Arrival
Direção: Denis Villeneuve.
Elenco: Amy Adams, Jeremy Renner, Forest Whitaker, Michael Stuhlbarg.
EUA, 2016

A Chegada é o filme que tem unido nações críticos e público como nenhum filme com personagens da DC Comics conseguiu esse ano. Mas será que é tudo isso mesmo? Well, gosto muito dos filmes do Villeneuve. Vi todos a partir de Incêndios, todos do ótimo para o excelente. Entonces, dei uma chegada no cinema para conferir esse A Chegada. Posso dizer que, até aqui, o cara só acertou e a gente até fica com alguma esperança nesse Blade Runner 2, que ele prepara.

Num belo dia ordinário como outro qualquer, naves extraterrestres surgem em vários pontos do planeta. A linguista Louise Banks (Amy Adams) é procurada por militares para traduzir os sinais e descobrir o que os alienígenas querem. A política e o medo do desconhecido podem atrapalhar a tentativa de comunicação. A comunicação que é o mote principal do filme. Villeneuve discute as sutilezas da linguagem e a percepção do tempo (que me lembra o ainda superior Contato, de Robert Zemeckis), com uma excelente montagem não linear.

A Chegada é um longa de ficção cientifica reflexivo. Villeneuve aposta na atmosfera, na construção do clima. A forma como membros da equipe toca na nave, a personagem de Amy Adams maravilhada ao entrar em um território novo e desconhecido, combinando seu ponto de vista com o do espectador, tudo isso envolve e fascina imediatamente. A trilha de Jóhann Jóhannsson só ajuda, assim como a bela fotografia de Bradford Young, que evoca as produções de Terrence Malick.

De começo, ao ser apresentado ao drama da protagonista, cheguei a pensar que o filme cairia em armadilhas melodramáticas, mas me enganei. Por falar em protagonista, belíssima atuação de Amy Adams. Por causa das colaborações recentes com Zack Snyder até esqueço o quanto ela é uma ótima interprete.

Com roteiro bem coeso, A Chegada prende bastante a atenção do espectador (a menos que ele esteja esperando ver uma nova continuação de Independence Day) nos enchendo de coragem para encarar essa sequência de Blade Runner. Que venha

Spoiler:
A única coisa que me incomodou no filme inteiro foi apenas o velho clichê no qual China e Rússia tiram conclusões precipitadas, quase iniciam uma guerra e o mundo é salvo por uma americana, huahuahua

Off:

Já chamam Villeneuve por ai de “novo Kubrick” como fizeram com certo diretor de Interestelar (que também gosto, vai, mas está longe de ser obra-prima). Não pessoal, menos. Villeneuve faz um filme por ano.

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Marc Tinoco

Um cara igual aquela série. Cheio de referências.

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