Review- Bright

Espalhe!

Direção: David Ayer

Elenco: Will Smith, Joel Edgerton, Noomi Rapace, Edgar Ramirez, Lucy Fry.

EUA, 2017

 

Will Smith é policial em uma Los Angeles onde pessoas comuns convivem com toda aquela fauna e flora que você conhece de O Senhor dos Anéis e afins. Ele tem como parceiro um policial orc, vivido por Joel Edgerton, nesta produção da Netflix que é também a segunda parceria do ator com o diretor David Ayer, que cometeu o medonho Esquadrão Suicida. Funcionou tão bem da primeira vez por que não repetir, né?

Seria mais uma noite normal de patrulha se os dois tiras não precisassem proteger uma elfa que tem em seu poder uma varinha mágica, antiga e muito poderosa, capaz de definir os rumos dessa sociedade fantástica. Eles são então perseguidos implacavelmente por tiras corruptos, gangues de humanos, orcs e elfos, todos loucos para conseguir a almejada vara.

E o filme vira aquela bagunça muito parecida com a que vimos em Esquadrão.

Ayer precisa abandonar logo esse lance de filmes de fantasia. Suas obras com o pé na realidade não são geniais nem de longe, mais são até uns filminhos ok. Bem melhores que essas duas experiências dele com mundos fantásticos. A premissa de Bright é até interessante e, em mãos mais competentes, poderia render um filme melhor. Os primeiros minutos até enganam, parecendo que vamos assistir algo calcado em humor e ação sem pretensão. Logo a correria “frenética” começa, vem os diálogos expositivos, repetitivos e sacais para deixar beeeem claro as criticas ao preconceito e o final pra lá de previsível (até porque eles já o anunciam no começo).

Will Smith repete novamente seu papel de salvador da pátria. Se ele fizer mais uns filmes com o Ayer (e Bright 2 já foi confirmado), não vou me surpreender quando anunciarem uma versão cinematográfica de Um Maluco no Pedaço, com ele no papel do tio Phil, para levantar sua carreira. Noomi Rapace escapou de Alien Covenant, mas caiu nisso aqui. É  completamente desperdiçada como a principal vilã. Só se salva mesmo o tira orc de Edgerton (mais pelos méritos do próprio ator) e a maquiagem.

Bright parece ser um longo e aborrecido piloto atrapalhado daquelas série de TV policiais bem ruinzinhas que proliferavam na extinta Sessão Aventura da Globo nos anos 90.

 

Infelizmente Ayer continua no comando de Gotham City Sirens, filme que reúne Arlequina, Mulher-Gato e Hera Venenosa…

Hum…


Espalhe!

Marc Tinoco

Um cara igual aquela série. Cheio de referências.

Um comentário em “Review- Bright

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