Review – Doutor Estranho

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Doctor Strange
Direção: Scott Derrickson
Elenco: Benedict Cumberbatch, Rachel McAdams, Chiwetel Ejiofor, Tilda Swinton, Benedict Wong, Mads Mikkelsen, Scott Adkins ,Benjamin Bratt.
EUA, 2016

Doutor Estranho é bacana. Divertido. Ok. É aquele feijão com arroz que a Marvel sabe fazer bem.

Criado nos psicodélicos anos 60 por Stan Lee e Steve Ditko, o neurocirurgião Stephen Strange fica com as mãos tremelicando após um acidente de carro, não podendo exercer seu oficio. Desesperado para voltar a ser um médico prestigiado, ele segue pro oriente em busca da cura e se torna aprendiz da Anciã, se tornando protetor de um mundo de magia. Sua primeira missão é enfrentar Kaecilius, um ex-aprendiz da anciã que pretende invocar o temível Dormammu.

Embora tenha um bom elenco e uma direção competente, o destaque em Doutor Estranho são mesmo os efeitos especiais. Embora eu não ache que justifique um Oscar, como andam apontando por aí, eles são realmente um diferencial em relação a outras produções da Marvel. Achei bacana as cidades que se dobram, mas meu momento favorito no entanto é quando a Anciã revela o mundo mágico pra Strange. Aquilo é Steve Ditko.

Mas se os efeitos são muito bons, o mesmo não se pode dizer do roteiro, que é bem raso. Somos apresentados a Strange de uma forma preguiçosa, como se os roteiristas quisessem logo se livrar desse negócio de história de origem. Um dos piores momentos é a cena em que Strange se separa de seu interesse romântico. Os diálogos são tão vergonhosos como os da cena em queAnakin Skywalker quebra o coração (huahuahua) de Padmé Amidala em Star Wars Episódio III: A Vingança dos Sith.

Uma temática tão nova a Marvel, a magia, merecia ser mais explorada. Mas em certa parte do filme a ação desenfreada toma conta com os velhos socos e pontapés. As piadas também incomodam um pouco. Umas funcionam. Outras não. Até o momento os Russos e Jon Favreau parecem ser os únicos diretores que sabem encaixar essas piadinhas obrigatórias das produções do estúdio sem te tirar do filme.

Além dos efeitos, o que salva são os bons atores. Benedict Cumberbatch está perfeito como Estranho. A Anciã de Tilda Swinton rouba a cena e Mads Mikkelsen faz o que pode com seu vilão caricato. Rachel McAdams é completamente desperdiçada e Chiwetel Ejiofor entrega talvez a interpretação mais interessante depois de Tilda.

Enfim, Doutor está longe de ser o melhor filme da Marvel mas é uma aventura honesta que mantém fidelidade ao material original. Não reinventa a roda mas também não apela para falsas ousadias, não segurando o rojão depois. Uma boa aventura com bons feitos especiais, que opta por ignorar todo o seu potencial inovador e apostar na simplicidade. No jogo que está ganho desde o primeiro Homem de Ferro.

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Marc Tinoco

Um cara igual aquela série. Cheio de referências.

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