Review – Mulher Maravilha: Sangue

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A Mulher-Maravilha dos Extintos Novos 52

Posso dizer que caguei para os Novos 52. Li praticamente nada, mas me interessei pela Mulher Maravilha do Brian Azzarello. Essa fase ganhou muitos elogios e eu fiquei com vontade de ver qual é, até porque a Mulher-Magravilha do cinema será meio que inspirada nela com o lance de filha de Zeus e tal. Entonces, comprei o encadernado lançado alguns meses atrás pela Panini e finalmente o li dia desses.

A mortal Zola não sabe, mas ela está esperando mais um filho de Mitsumasa Kido Zeus. Revoltada, a deusa chifruda Hera envia dois centauros para matar a teúda e manteúda. A jovem acaba sendo salva por Hermes, que lhe manda até Diana ( a Mulher-Maravilha, seu néscio), que vai proteger a garota a partir daí.

Diana segue com Zola e Hermes até a Ilha Paraíso, lar de suas irmãs amazonas. Na ilha, a rainha Hipólita, mãe de Diana, revela a filhota que ela (Diana) também é filha de Zeus e que aquela história dela ter nascido do barro foi tudo conto da carochinha pra enganar Hera. Acompanhamos então Diana enfrentando picuinhas na ilha, a deusa Discórdia (que nunca ouvi falar e mais tarde meio que vira aliada) e barganhando com Poseidon e Hades.

A história não é nada que vai revolucionar a nona arte, mas, sim, é bem bacana, divertida. É clichê, mas ágil, bem amarrada e com bons diálogos. Embora ainda prefira o reboot oitentista do George Perez, esse aqui é bem digno. A reimaginação dos deuses também é bastante interessante e foge bastante do que já vimos antes em filmes e quadrinhos (ainda que seja meio anime).

Mas o grande destaque são mesmo os desenhos de Cliff Chiang. Que Mulher-Maravilha maravilhosa. Fico até desapontado quando me lembro que no cinema é a Gal Gadot, huahuahua. O cara também é ótimo nas cenas de ação e os personagens são bem expressivos. Bate até aquela deprê quando o Tony Akins assume a arte nas ultimas histórias. Não é ruim mas também não é tão bom assim.

Enfim, gostei.

Se meu bolso permitir, comprarei o Volume 2 que já está nas bancas em algum lugar (aqui nas redondezas ainda não chegou).


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Marc Tinoco

Um cara igual aquela série. Cheio de referências.