Review – Oscar 2016 – Mad Max: Estrada da Fúria

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(Mad Max: Fury Road)
Direção: George Miller
Elenco: Tom Hardy, Charlize Theron, Nicholas Hoult, Hugh Keays-Byrne, Zoë Kravitz
Austrália , EUA 2015

Depois de um tempo envolvido com filmes infantis (Babe – O Porquinho Atrapalhado, Happy Feet – O Pinguim) George Miller retornou ao universo de Mad Max para mostrar a essa molecada de hoje o que é ser realmente veloz e furioso.

Confesso que quando soube que ele faria um novo filme com Max 30 anos depois eu procurei não alimentar expectativa. Nem o primeiro trailer me animou muito com aquele furacão que me parecia feito para conquistar as plateias snyderyanas…. Felizmente eu estava errado. Mad Max: Estrada da Fúria é um filmaço, uma longa sequência de perseguição cheia de adrenalina e sem firulas, como não víamos faz muito tempo no cinema. Mad Max: Estrada da Fúria é a cena final de perseguição de Mad Max 2- A Caçada Continua com quase duas horas de duração. Foda, muito foda.

Mad Max: Estrada da Fúria é um daqueles filmes de ação que Hollywood não sabe mais fazer. Tenso, visceral. Aos setenta anos, George Miller está de volta para mostrar aos Michaels Bays e Zacks Snyders atuais que eles não sabem nada de porra nenhuma. É ação a moda antiga, conduzida com maestria. Toda a corrida acontece sem aquela maldita câmera tremida que os diretorezinhos de hoje tanto gostam. São dublês passando sufoco e veículos se despedaçando com uso moderado de CG, necessários a trama, sem exageros.

O filme começa com uma narração em off de Max, que conta como vão as coisas naquele mundo, e depois é ação. Mesmo quando o filme para pra respirar, ele não para. Você conhece cada personagem em meio a ação, sem precisar dos monólogos que diretorezinhos leite com pera gostam tanto. O Max de Tom Hardy só não fala menos que o Max de Mad Max 2.

Aliás, outros personagens acabam sendo mais interessantes que Max. Até os flashbacks do passado dele que aparecem em alguns momentos do longa me incomodaram um pouco (repetitivos, desnecessários e meio trailer de filme de terror, denunciam um reboot já que não tem nada a ver com o que vimos no primeiro filme). Felizmente eles não atrapalham a narrativa de ação. Em alguns momentos do filme fiquei com a impressão de que Hardy estava interpretando Mel Gibson, sem ter no entanto a mesma presença que o antigo Max.

O filme é mesmo da Imperatriz Furiosa e confesso que fiquei com vontade de ver um filme solo com a personagem de Charlize Theron (que finalmente convenceu em um filme de ação), que irritou um tal grupo de ativistas pelos “direitos dos homens”(huahuahua) por ter ofuscado Max.

Miller continua criando os personagens mais estranhos e bem bolados de mundos apocalípticos afora e entre eles se destacam ainda Nux (vivido por Nicholas Hoult) e o vilão Immortan Joe (interpretado por Hugh Keays-Byrne, que também foi o Toecutter, vilão do primeiro Mad Max).

Enfim, foi muito bom ir aos cinema e reviver todo aquele clima surtado das fitas de ação dos anos 80. Chupa Michael Bay, chupa Zack Snyder, chupa Joss Whedon, chupa Justin Lin, chupa Paul W. S. Anderson, chupa Len Wiseman, chupa Jon M. Chu…hã…melhor parar.

Mad Max: Estrada da Fúria é desde já o melhor dos blockbusters lançados em 2015 (sinceramente, só o novo Star Wars pode virar o jogo…mas vai ser difícil).

Seria bom que todo esse sucesso que George Miller conseguiu com essa volta fizesse Hollywood repatriar alguns antigos talentos. Bem, um novo Mad Max já está sendo planejado e rolou rumores de que Paul Verhoeven dirigiria o novo Conan com Schwarza. Vamos aguardar.

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Marc Tinoco

Um cara igual aquela série. Cheio de referências.

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