Review: Uchuu Keiji Sharivan – Next Generation

Espalhe!

Idem

Direção: Koichi Sakamoto

Elenco: Riki Miura, Hiroshi Watari, Misaki Momose e Yabuki Haruna

Japão, 2014

Sim, eu finalmente vi o filme do Sharivan da nova geração.
Sharivan sempre foi o meu policial do espaço favorito e ainda hoje considero a série dele a mais foda da trilogia dos policiais do espaço. Mais dramática e envolvente do que  Gavan e do Shaider, a série clássica estreou aqui na Bandeirantes do começo dos anos 90 e depois, nos meados dos mesmos anos 90, passou na Record, onde chamou mais atenção já que passava antes de Jaspion.
Em Sharivan: Next Generation, Kai Hyuga, o novo Sharivan, recebe a missão de desmascarar um misterioso agente duas-caras dentro da polícia espacial. Além disso Hyuga tem que descobrir o significado de ser um policial do espaço para ser finalmente aceito pelo exigente Sharivan original, Den Iga.
O filme é bastante respeitoso com a trilogia clássica e nele transbordam referências ao universo das séries (temos até a ponta de um Soldado Clown da série Spielvan, herói similar mas que não faz parte do universo dos policiais do espaço). Há muitas reviravoltas no roteiro que, embora não sejam tão surpreendentes, prendem a atenção. As cenas de ação são bacanas, a exceção da inserção do Mundo da Alucinação (saudades do chroma key. esses defeitos especiais de hoje não colam), e as lutas, com direito a muita faísca e até algum sangue, são ótimas. Não há espaço para alivio cômicos e o clima sério predomina até a excelente cena da batalha final.
        Ponto contra temos aquela explicação didática a la Christopher Nolan (tipica de tokusatsus) de “mistérios” que já tínhamos matado na metade do filme, BGMs clássicas da antiga série que não se encaixam muito bem no longa e a parceira do Sharivan da nova geração que fica devendo a Lili do Sharivan original, além de um momento musical bem xarope, mas o saldo geral é positivo.
 No elenco, Riki Miura está bem como o protagonista e destaque para Hiroshi Watari, novamente como Den Iga, e a beleza de Yabuki Haruna (sua personagem posando de Michelle Rodriguez ainda é bem mais interessante do que a de Misaki Momose). 

Apesar de ser curto (uns 60 minutos) e ser uma produção direto para vídeo, devido ao fracasso do também bacanudo filme do Gavan lançado nos cinemas em 2012, esse longa com o detetive espacial Sharivan é bem bom e obrigatório para os nostálgicos que curtiram a bagaça original.

Enfim, esses filmes que a Toei vem fazendo com a trinca de policiais estão me surpreendendo positivamente.
 
Ah, sim. Gostei muito do final de Estevão Estevan. Felizmente não teremos um filme ou série estrelado por ele. Aquela armadura de ouro de CDZ, reaproveitada de Gavan Bootleg, quase me cegou.

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