SUPER-HERÓIS: A BATALHA SEM FIM NA NETFLIX

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No último fim de semana assisti um documentário bacanudo chamado Superheroes: A Never-Ending Battle disponível na Netflix.

Produzido em 2013 pela PBS, Superheroes conta a história da indústria de quadrinhos americanos desde o início, durante a grande depressão americana, até os dias de hoje, onde marcam forte presença em várias outras mídias como cinema, TV e games.

CUIDADO!!! Tem um filme ruim atrás de você!

Dividido em três partes, tem apresentação de Liev Schreiber (o Dentes de Sabre da bosta fumegante X-Men Origins: Wolverine) e depoimentos de nomes lendários da indústria como Carmine Infantino, Joe Kubert, Joe Simon, Jerry Robinson, Stan Lee, Neal Adams e Jim Steranko. Tem Todd Mcfarlane também falando da teia espaguete do Aranha e do seu Spawn, mas faltou o mestre Rob Liefeld falando do processo de criação do Youngblood. Celebridades que já interpretaram personagens da nona arte, como Adam West e Lynda Carter, também falam na série. Até o diretor Zack Snyder aparece, deixando claro em sua fala que não entendeu mesmo bulhufas de Watchmen, hahaha

Truth, Justice and the American Way é o primeiro episódio. Ele aborda o começo do mercado editorial de quadrinhos, com o surgimento do Superman e a ascensão dos seres superpoderosos e uniformizados, com as criações do Batman, Capitão Marvel (da Fawcett e depois da DC), Mulher-Maravilha, Capitão América e outros que não passaram dessa época. Seu papel importante na Segunda Guerra Mundial e a queda nas vendas após o fim desta, mais a criação do nefasto Comic Code Authority, que quase acabou com o gênero, também são abordados.

O segundo episódio, Great Power, Great Responsability, apresenta o momento em que os super-heróis ganharam sua segunda chance e ressurgiram no mercado, graças as reformulações na DC Comics e o surgimento da Marvel Comics. É também época em que questões sociais estão em voga na sociedade e busca-se uma maior representatividade de minorias nos gibis, com a criação dos primeiros heróis negros Pantera Negra e Luke Cage. Também é examinada a relação da Mulher Maravilha e o movimento feminista. As histórias do Homem-Aranha e da nova dupla dinâmica formada por Arqueiro Verde e Lanterna Verde, que quebraram paradigmas abordando questões como o problema das drogas e enfraqueceram o Comic Code, também não são esquecidas.

A Hero Can be Anyone encerra a série indo dos anos 80, e o surgimento dos quadrinhos adultos, passando pelos gloriosos anos 90 de Spawn e a Morte do Superman e chegando a época atual onde os coloridos finalmente emplacaram no cinema.

Enfim, pelos nomes envolvidos e a pesquisa extensa, é um programa bem legal não apenas pra bazingueiros , mas também para iniciados. Peca um pouco em alguns momentos, como creditar a volta do Batman às sombras e a seriedade (depois do sucesso da série com Adam West que todo mundo pensava representar realmente o morcego e os quadrinhos) somente ao Frank Miller (Denny O’ Neil? Alô?), mas isso é só eu sendo chato. Nem o Zeca compromete, o resultado é muito bom. Sucinto e bem amarrado, vale a pena assistir.

Aproveitando o ensejo, depois você ainda pode assistir o documentário Stan Lee: Mutantes, Monstros e Quadrinhos, que também está disponível no catálogo do serviço de streaming, e mergulhar na história da editora que importa. Tratar-se de uma entrevista do cineasta nerdão Kevin Smith com o Stan Lee, que é aquele velhinho que aparece em quase todo filme com personagens da Marvel (huahuahua). Bem bacana também.

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Marc Tinoco

Um cara igual aquela série. Cheio de referências.

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