Trilha Sonora – Cidade Oculta

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Tenho assistido alguns exemplares do cinema brasileiro dos anos 80 e recentemente conferi o bacana Cidade Oculta, filme de 1986 dirigido pelo falecido Chico Botelho. O longa pertence a uma chamada “trilogia paulista da noite”, junto com Anjos da Noite (1987) dirigido por Wilson Barros, e A Dama do Cine Shangai (1988) de Guilherme de Almeida Prado. Dos três, o único que ainda não vi é Anjos. A Dama (com Antônio Fagundes e uma deslumbrante Maitê Proença) também é bem bacanudo.


Cidade começa mostrando a volta de Anjo (o músico Arrigo Barnabé) às ruas paulistanas depois de uma temporada no xadrez. Anjo reencontra Japa (Celso Saiki), antigo parceiro de crime que agora lidera uma gangue de punks, e conhece Shirley Sombra (a belíssima Carla Camurati) que canta e dança na fictícia boate SP Zero. Anjo acaba entrando em rota de colisão com o tira corrupto Ratão (Cláudio Mamberti).


Influenciado pelo cinema noir, muita gente compara Cidade com o clássico Blade Runner (1982). Eu enxergo mais uma forte influência de Ruas de Fogo (1984), tanto pela linguagem frenética de HQ quanto pelo clima Rock and Roll. A personagem de Carla ainda lembra bastante a cantora interpretada por Diane Lane no filme de Walter Hill, embora a brasileira seja uma femme fatale bem mais na linha dos posteriores quadrinhos/filmes Sin City.

Infelizmente Cidade tem só setenta minutinhos e não chega a desenvolver bem sua trama, mas é visualmente interessante e bem diferente de tudo que já vimos no cinema nacional. Mas o que quero destacar aqui mesmo é a trilha de Arrigo Barnabé, que tem a participação de Ney Matogrosso, Tetê Espíndola, Vânia Bastos, Patife Band, entre outros. Confira:

Enfim, vale a pena a assistir Cidade Oculta para conferir a trilha e um interessante momento da cinematografia nacional ou simplesmente uma arrebatadora Carla Camurati.

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Marc Tinoco

Um cara igual aquela série. Cheio de referências.

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