Critica – Ultraman Omega (2025)

Título:Ultraman Omega
Título Original:Ultraman Omega
Showrunner:Tsuburaya
Direção:Masayoshi Takesue, Tomonobu Koshi, Ryûichi Ichino, Kiyotaka Taguchi, Takanori Tsujimoto, Kohei Nakayama, Takafumi Suzuki
Roteiro:Junichiro Ashiki, Toshizô Nemoto, Masaya Honda, Akio Miyoshi, Takao Nakano, Norikatsu Kodama, Otsuichi, Yukinobu Tsuruta, Ryo Yoshigami
Elenco:Shôri Kondô, Haruto Yoshida, Ayano Kudô, Mirai Yamamoto, Seiya Osada, Kenta Nitta
País:Japão
Ano:2025 – 2026

Porque Ultraman Omega deixou um gosto de “quero mais”

O Ultra que fica só olhando.

A série Ultraman Omega chegou ao fim na última semana. Gostei bem, mas ficou uma sensação de que poderia ter ido além. 25 episódios acabam sendo pouco para desenvolver plenamente certas ideias.

Omega começa de forma promissora, sugerindo um caminho diferenciado dentro da franquia. O herói chega a uma Terra onde nunca houve ataques de kaijus e, por consequência, não existe um esquadrão de defesa. Soma-se a isso o fato de ele sofrer de amnésia. Ele assume a identidade de Sorato Okida.. Nesse novo papel, ele faz amizade com o humano Kosei Hoshimi, que possui a habilidade de controlar três kaijus com aparência de brinquedo, todos ligados diretamente a Omega.

No entanto, o ineditismo de um mundo que presencia kaijus e Ultras pela primeira vez acaba sendo pouco explorado ao longo da série. A formação de um esquadrão anti-kaiju, introduzido na segunda metade, assim como as revelações sobre o passado do Ultraman desmemoriado, não têm o impacto dramático que deveriam.

 Ultraman Omega me proporcionou uma experiência semelhante à que tive ao assistir Arquivo X: os episódios focados nos “monstros da semana” eram, para mim, muito mais interessantes do que aqueles centrados na grande conspiração. A série se beneficia claramente do formato episódico — especialmente em sua primeira metade —, mostrando-se mais envolvente do que quando adota a estrutura de “novelinha” típica de produções recentes de tokusatsu.

Episódios mais sensíveis, como o da garota Mikoto, ou simplesmente mais leves e divertidos, como a viagem pelo portal, o da jornalista intrometida ou aquele em que os protagonistas são encolhidos — acabam sendo responsáveis pelos momentos mais marcantes da série. O verdadeiro foco de Omega está claramente nas relações entre os personagens, muito mais do que na trama sobre o passado do protagonista, que só recebe maior atenção quando a série já se aproxima de seu desfecho.

Ultraman Omega foi uma série decepcionante? Longe disso. O que fica é a impressão de que sua trama principal precisava de mais espaço para amadurecer. Um mundo em que os terráqueos jamais haviam testemunhado seres gigantes lutando entre si talvez fosse melhor explorado em uma temporada mais longa, com algo entre 45 e 50 episódios. Da mesma forma, a revelação de que Sorato exerce uma função semelhante à do Vigia da Marvel — assim como seus conflitos e questionamentos ao discutir esse papel com Omega — também merecia mais tempo de desenvolvimento.

Contudo, hoje toda série Ultraman se limita a 25 episódios, ainda por cima com as inúteis recapitulações. Em produções desinteressantes, como Decker, esse formato até funciona (acaba logo, desgraça!); mas em séries mais inspiradas, como Blazar e o próprio Omega, ele deixa um gosto de “quero mais”, aquela sensação clara de que havia ainda muito a ser explorado.

Com um final inesperado, Ultraman Omega deixará saudades, seja pelo elenco carismático ou pelos ótimos episódios independentes. Ainda assim, permanece a impressão de que a série não conseguiu cumprir plenamente tudo o que prometia.

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