banda de rock alternativa egua selvagem

Antena Ligada – Égua Selvagem

Rock selvagem e sem rédeas

Nessa volta do Antena Ligada, nossa bússola aponta para Santa Esperança. Da cidade vem toda a potência feminina da Égua Selvagem.

Formada por quatro amigas que tocam juntas desde a adolescência, a banda traz Marcela Tindó nos vocais e guitarra, Mayara Mattos no baixo, Jaque Wang na guitarra e Alex Manso no comando da bateria.

Álbum Fosforos & Pregos

O quarteto acaba de lançar o álbum “Fósforos e Pregos”, pela Tulipa Records. Um trabalho que faz jus ao nome: é inflamável e agressivo, falando de sobre ser uma mulher livreem uma sociedade patraical, além de trazer críticas a hispocrisia religiosa e ao conservadorismo. O disco consolida a identidade dessas moças de muita atitude, que transitam entre o Grunge, o Hard Rock, o Folk Rock e até uma pitada de samba.

Entrevista com Marcela Tindó


Conversamos com a frontwoman Marcela Tindó sobre a trajetória da banda:

CPR: Marcela, como a amizade de longa data entre vocês quatro moldou o som da banda?

Marcela: A gente toca junto desde que éramos garotas. Eu conheci a Mayara, a Jaque e a Alex quando cheguei a Santa Esperança e desde então a gente divide tudo. Isso cria uma simbiose absurda. No estúdio, a gente não precisa de partitura; um olhar entre nós já diz se o som está como a gente quer. Esse álbum é a nossa história escrita com distorção.

CPR: A gente sempre teve grandes nomes femininos no Rock, que arrobaram muitas portas. Mas, ainda assim, não dá para dizer que a vida de artistas mulheres é fácil atualmente. O rock ainda é visto por muitos como um “clube do Bolinha”. Como é para vocês ocupam esses espaços e, principalmente, usam a música para expressar fúria e agressividade quando o mundo ainda espera “delicadeza” de mulheres?

Marcela: Essa expectativa da delicadeza é uma prisão. A fúria é um sentimento humano, mas quando uma mulher a expressa, ela é lida como “histérica” , difícil” ou “louca”. Está no palco é uma forma de colocar essa raiva em algo produtivo. E estamos aí, sem pedir licença. A gente não está aqui para ser bonitinha ou para enfeitar o festival. A gente está aqui para fazer barulho, para incomodar. Se alguém espera delicadeza da Égua Selvagem, está ouvindo a banda errada.

CPR: Quem são as figuras que abriram caminho para que vocês pudessem gritar hoje?

Marcela: Nossas referências são mulheres que quebraram tudo. Eu sou fascinada pela Joan Jett. Mas o DNA da banda passa muito pelo som de bandas como Hole, L7, 7 Years Bitch e Babes in Toyland. São artistas que nos ensinaram que a nossa voz pode ser ruidosa.

CPR: E sobre o futuro? Que artistas a Égua Selvagem gostaria de colaborar?

Marcela: A gente pira em trocas que tragam algo novo. Adoraríamos um projeto com o Gorillaz, seria um choque de soniridades incrível. Também temos um lado mais pesado que conversaria muito bem com o Dethklok. E tem aquelas bandas clássicas, né, que a gente repeita muito, seria um sonho dividir o palco com Os Netunos ou fazer uma jam session com a Josie e as Gatinhas. Todos esses artistas têm uma energia de palco e uma autenticidade que a gente admira e que combina com o que pregamos.

CPR: E por falar em estrada, quando vocês vão cair nela?

Marcela: Logo,logo. Estamos fechando os ultiumos ajustes e em breve vamos sair em turnê pelo Brasil e quem sabe até no esterior. Fiquem de olho que em breve a gente pode pintar numa areana aí na sua cidade

Aconpanhe a Égua Selvagem

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